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Como devolver as vendas para a Meta e o Google

Quando a venda volta para a plataforma de anúncio, a campanha passa a ter o sinal de quem compra, não só de quem clica. Veja como funciona e o que é preciso.

Equipe e-roiPublicado em 5 min de leitura

Devolver as vendas para a Meta e o Google significa avisar cada plataforma, depois que o negócio foi ganho, que aquele lead virou cliente. Na Meta, isso é feito pela API de Conversões. No Google, pela importação de conversões offline. Com esse retorno, as campanhas deixam de aprender só com quem preenche formulário e passam a receber o sinal de quem compra.

O problema que isso resolve

As plataformas de anúncio aprendem com o que você diz a elas que é sucesso. Se o único sinal é "formulário enviado" ou "conversa iniciada", o algoritmo procura mais gente parecida com quem preenche formulário. Isso inclui o curioso, quem pede preço sem intenção e quem nunca atende o telefone.

Em empresa de serviços, a venda acontece dias ou semanas depois, fora do site: no WhatsApp, na visita, na assinatura do contrato. A plataforma não vê isso sozinha. Se ninguém contar, ela continua otimizando para o sinal errado, e o relatório dela continua medindo contato, não receita.

Como funciona, em linhas gerais

O caminho é sempre o mesmo:

  1. O anúncio gera um clique, e a plataforma marca esse clique com um identificador.
  2. O site guarda esse identificador e os dados do lead junto do contato.
  3. O lead avança no funil do CRM.
  4. Quando o negócio é ganho, o CRM envia para a plataforma: esta pessoa, ou este clique, comprou, neste dia, neste valor.
  5. A plataforma liga a venda ao anúncio que a originou e usa isso para aprender.

O passo 2 é onde a maioria das empresas perde o fio. Se o identificador não foi guardado na entrada, não há como devolver a venda depois.

Na Meta: API de Conversões

A API de Conversões é o canal oficial da Meta para receber eventos enviados direto do sistema da empresa, sem depender do navegador do visitante. Ela complementa o pixel, que registra o que acontece no site.

Para a Meta ligar a venda à pessoa que viu o anúncio, o evento precisa levar dados de correspondência, como e-mail e telefone. Esses dados vão embaralhados por um processo chamado hash, que impede a leitura do dado original. O fbclid, identificador que a Meta acrescenta ao link do anúncio, também ajuda na correspondência quando foi guardado.

O que enviar em cada venda:

  • o nome do evento, como compra;
  • data e hora do ganho;
  • valor e moeda;
  • dados de correspondência do cliente, com hash;
  • fbclid, quando houver.

Na Meta, os eventos chegam a um conjunto de dados configurado no Gerenciador de Eventos. É ali que você confere se as vendas estão chegando e com que qualidade de correspondência.

No Google: conversões offline

No Google Ads, a venda volta como conversão offline. A chave é o gclid, o identificador que o Google acrescenta ao link quando alguém clica num anúncio. Sem o gclid guardado no lead, o Google não sabe a qual clique aquela venda pertence.

O gclid só existe se a codificação automática estiver ligada na conta do Google Ads. Confira isso antes de qualquer outra coisa.

O que enviar em cada venda:

  • gclid do clique;
  • nome da ação de conversão criada no Google Ads;
  • data e hora da conversão;
  • valor e moeda.

A ação de conversão precisa ser criada antes, no Google Ads, como uma conversão importada. Cada plataforma também tem um prazo máximo entre o clique e o envio da venda, e vendas fora desse prazo são recusadas. Confira o prazo na documentação de cada plataforma e envie a venda assim que o negócio for ganho.

O que precisa estar pronto antes

  • Identificadores guardados no lead. gclid e fbclid capturados na visita e gravados junto do contato. Veja Como saber de qual anúncio veio cada cliente.
  • E-mail e telefone do cliente no cadastro, com consentimento para uso.
  • Venda fechada no CRM, com data e valor. Planilha à parte não envia nada.
  • Codificação automática ligada no Google Ads.
  • Ação de conversão criada no Google Ads e conjunto de dados configurado na Meta.

Exemplo prático

Exemplo hipotético: uma empresa de energia solar otimizava as campanhas da Meta para formulário. Recebia muitos formulários, mas boa parte vinha de quem morava de aluguel e não podia instalar placas no telhado.

A empresa passou a guardar o fbclid e o gclid na entrada de cada lead e a devolver cada contrato assinado, com o valor, para a plataforma de onde o lead tinha vindo. Num mês, foram 14 contratos devolvidos à Meta e 9 ao Google.

A partir daí, as plataformas passaram a receber o sinal de quem efetivamente compra, e a equipe passou a comparar conjuntos de anúncios por contratos e receita, não por formulários. Um conjunto que gerava muitos formulários e nenhum contrato foi pausado. Outro, com menos formulários e mais contratos, recebeu mais verba.

Um ponto de atenção: com poucas vendas por mês, a plataforma recebe poucos sinais e o aprendizado é mais lento. Isso não é motivo para não enviar. É motivo para ter paciência antes de tirar conclusão.

Erros comuns

  • Não guardar o gclid ou o fbclid na entrada do lead.
  • Deixar a codificação automática desligada no Google Ads.
  • Enviar a venda com valor zero ou sem moeda.
  • Enviar a mesma venda duas vezes.
  • Demorar para enviar e passar do prazo aceito pela plataforma.
  • Mandar dados de cliente sem hash.
  • Contar como venda o que é só agendamento.

Lista de checagem

  • Codificação automática ligada no Google Ads.
  • Site guarda gclid e fbclid no lead.
  • Cadastro tem e-mail e telefone com consentimento.
  • Ação de conversão criada no Google Ads.
  • Conjunto de dados configurado na Meta.
  • Venda enviada no momento do ganho, com data, valor e moeda.
  • Nenhuma venda enviada em duplicidade.

Como fazer no e-roi

No e-roi, quando um negócio é marcado como ganho no CRM de Vendas, a conversão é devolvida para a Meta pela API de Conversões e para o Google como conversão offline, usando os identificadores e a origem gravados na entrada do lead. Veja em Tracking.

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Mostramos o e-roi com o seu cenário: os seus canais, o seu funil e como a venda volta para a campanha.