Como devolver as vendas para a Meta e o Google
Quando a venda volta para a plataforma de anúncio, a campanha passa a ter o sinal de quem compra, não só de quem clica. Veja como funciona e o que é preciso.
Devolver as vendas para a Meta e o Google significa avisar cada plataforma, depois que o negócio foi ganho, que aquele lead virou cliente. Na Meta, isso é feito pela API de Conversões. No Google, pela importação de conversões offline. Com esse retorno, as campanhas deixam de aprender só com quem preenche formulário e passam a receber o sinal de quem compra.
O problema que isso resolve
As plataformas de anúncio aprendem com o que você diz a elas que é sucesso. Se o único sinal é "formulário enviado" ou "conversa iniciada", o algoritmo procura mais gente parecida com quem preenche formulário. Isso inclui o curioso, quem pede preço sem intenção e quem nunca atende o telefone.
Em empresa de serviços, a venda acontece dias ou semanas depois, fora do site: no WhatsApp, na visita, na assinatura do contrato. A plataforma não vê isso sozinha. Se ninguém contar, ela continua otimizando para o sinal errado, e o relatório dela continua medindo contato, não receita.
Como funciona, em linhas gerais
O caminho é sempre o mesmo:
- O anúncio gera um clique, e a plataforma marca esse clique com um identificador.
- O site guarda esse identificador e os dados do lead junto do contato.
- O lead avança no funil do CRM.
- Quando o negócio é ganho, o CRM envia para a plataforma: esta pessoa, ou este clique, comprou, neste dia, neste valor.
- A plataforma liga a venda ao anúncio que a originou e usa isso para aprender.
O passo 2 é onde a maioria das empresas perde o fio. Se o identificador não foi guardado na entrada, não há como devolver a venda depois.
Na Meta: API de Conversões
A API de Conversões é o canal oficial da Meta para receber eventos enviados direto do sistema da empresa, sem depender do navegador do visitante. Ela complementa o pixel, que registra o que acontece no site.
Para a Meta ligar a venda à pessoa que viu o anúncio, o evento precisa levar dados de correspondência, como e-mail e telefone. Esses dados vão embaralhados por um processo chamado hash, que impede a leitura do dado original. O fbclid, identificador que a Meta acrescenta ao link do anúncio, também ajuda na correspondência quando foi guardado.
O que enviar em cada venda:
- o nome do evento, como compra;
- data e hora do ganho;
- valor e moeda;
- dados de correspondência do cliente, com hash;
- fbclid, quando houver.
Na Meta, os eventos chegam a um conjunto de dados configurado no Gerenciador de Eventos. É ali que você confere se as vendas estão chegando e com que qualidade de correspondência.
No Google: conversões offline
No Google Ads, a venda volta como conversão offline. A chave é o gclid, o identificador que o Google acrescenta ao link quando alguém clica num anúncio. Sem o gclid guardado no lead, o Google não sabe a qual clique aquela venda pertence.
O gclid só existe se a codificação automática estiver ligada na conta do Google Ads. Confira isso antes de qualquer outra coisa.
O que enviar em cada venda:
- gclid do clique;
- nome da ação de conversão criada no Google Ads;
- data e hora da conversão;
- valor e moeda.
A ação de conversão precisa ser criada antes, no Google Ads, como uma conversão importada. Cada plataforma também tem um prazo máximo entre o clique e o envio da venda, e vendas fora desse prazo são recusadas. Confira o prazo na documentação de cada plataforma e envie a venda assim que o negócio for ganho.
O que precisa estar pronto antes
- Identificadores guardados no lead. gclid e fbclid capturados na visita e gravados junto do contato. Veja Como saber de qual anúncio veio cada cliente.
- E-mail e telefone do cliente no cadastro, com consentimento para uso.
- Venda fechada no CRM, com data e valor. Planilha à parte não envia nada.
- Codificação automática ligada no Google Ads.
- Ação de conversão criada no Google Ads e conjunto de dados configurado na Meta.
Exemplo prático
Exemplo hipotético: uma empresa de energia solar otimizava as campanhas da Meta para formulário. Recebia muitos formulários, mas boa parte vinha de quem morava de aluguel e não podia instalar placas no telhado.
A empresa passou a guardar o fbclid e o gclid na entrada de cada lead e a devolver cada contrato assinado, com o valor, para a plataforma de onde o lead tinha vindo. Num mês, foram 14 contratos devolvidos à Meta e 9 ao Google.
A partir daí, as plataformas passaram a receber o sinal de quem efetivamente compra, e a equipe passou a comparar conjuntos de anúncios por contratos e receita, não por formulários. Um conjunto que gerava muitos formulários e nenhum contrato foi pausado. Outro, com menos formulários e mais contratos, recebeu mais verba.
Um ponto de atenção: com poucas vendas por mês, a plataforma recebe poucos sinais e o aprendizado é mais lento. Isso não é motivo para não enviar. É motivo para ter paciência antes de tirar conclusão.
Erros comuns
- Não guardar o gclid ou o fbclid na entrada do lead.
- Deixar a codificação automática desligada no Google Ads.
- Enviar a venda com valor zero ou sem moeda.
- Enviar a mesma venda duas vezes.
- Demorar para enviar e passar do prazo aceito pela plataforma.
- Mandar dados de cliente sem hash.
- Contar como venda o que é só agendamento.
Lista de checagem
- Codificação automática ligada no Google Ads.
- Site guarda gclid e fbclid no lead.
- Cadastro tem e-mail e telefone com consentimento.
- Ação de conversão criada no Google Ads.
- Conjunto de dados configurado na Meta.
- Venda enviada no momento do ganho, com data, valor e moeda.
- Nenhuma venda enviada em duplicidade.
Como fazer no e-roi
No e-roi, quando um negócio é marcado como ganho no CRM de Vendas, a conversão é devolvida para a Meta pela API de Conversões e para o Google como conversão offline, usando os identificadores e a origem gravados na entrada do lead. Veja em Tracking.