Como saber de qual anúncio veio cada cliente
Registre a origem no primeiro contato e leve essa informação até a venda. Veja o passo a passo para ligar anúncio, lead e cliente.
Para saber de qual anúncio veio cada cliente, a origem precisa ser registrada no primeiro contato e acompanhar a pessoa até a venda. Isso exige três peças: links marcados, um registro da visita no site e um CRM que guarde a origem junto do contato. Sem as três, o relatório de anúncios mostra cliques, o caixa mostra vendas, e ninguém liga uma coisa à outra.
Por que o painel de anúncios não responde essa pergunta
O Gerenciador de Anúncios da Meta e o Google Ads contam o que acontece dentro deles: impressões, cliques, formulários enviados, conversas iniciadas. Eles não sabem se aquela pessoa fechou contrato três semanas depois, por telefone, com o seu vendedor.
Em empresa de serviços, a venda quase nunca acontece no clique. Acontece depois de uma conversa no WhatsApp, de uma visita, de um orçamento. É nesse intervalo que a origem se perde. O lead chega, alguém atende, a venda sai, e no fim do mês a pergunta "de onde veio esse cliente" vira palpite.
A resposta está em juntar dois mundos: o que o anúncio sabe (campanha, anúncio, clique) e o que a sua empresa sabe (quem comprou, quanto pagou, quando).
As quatro formas de registrar a origem
Existem quatro sinais confiáveis. Cada um cobre um caminho diferente que o cliente pode fazer até você.
Código promocional
Um código exclusivo por campanha, como "VERAO-INSTA". Quando o cliente usa o código, ele mesmo declara a origem. É o sinal mais forte, porque não depende de tecnologia. Só funciona quando há um motivo real para o cliente usar o código, como uma condição especial.
UTM no link
UTM são etiquetas que você coloca no fim do link do anúncio para dizer de onde veio a visita: fonte, meio, campanha e peça. Quando a pessoa entra no site por esse link, a página sabe que ela veio da campanha X. Para isso funcionar, os links precisam seguir um padrão. Explicamos como em Padrão de UTM: como nomear links sem bagunçar o relatório.
Identificador de clique
O Google acrescenta ao link do anúncio um código chamado gclid. A Meta acrescenta o fbclid. São identificadores únicos de cada clique. Guardar esse código junto do lead permite, mais tarde, devolver a venda para a plataforma certa e mostrar a ela quem comprou.
Primeira mensagem no WhatsApp
Muitos anúncios levam direto para o WhatsApp, sem passar pelo site. Nesse caso, o vínculo vem da própria conversa: quem respondeu a uma campanha e iniciou a conversa dentro de um prazo curto tem a origem ligada àquela campanha.
Qual sinal vale quando há mais de um
Um mesmo cliente pode ter clicado num anúncio do Google, voltado por uma publicação do Instagram e usado um código promocional no fechamento. É preciso uma regra fixa de prioridade, decidida antes, para o relatório não mudar conforme quem olha.
Uma ordem que funciona bem vai do sinal mais explícito para o menos explícito:
- Código promocional usado na compra.
- Jornada no site com UTM da campanha.
- Identificador de clique (gclid ou fbclid).
- Resposta no WhatsApp ligada à campanha.
O ponto não é ter a regra perfeita. É ter uma regra só, aplicada sempre do mesmo jeito, mês após mês. Assim, a comparação entre períodos continua valendo.
Passo a passo para montar o rastreio
- Liste os canais pagos ativos. Meta, Google e outros. Para cada um, anote as campanhas que estão rodando e quem cuida delas.
- Marque todos os links com UTM. Nenhum anúncio sai sem link marcado. Use um gerador para não errar a digitação: o gerador de UTM monta o link a partir dos campos.
- Instale um registro de visita no site. Um pequeno código que, ao carregar a página, guarda a UTM, o gclid, o fbclid e a página de entrada. E que envia esses dados junto do formulário quando o lead se cadastra.
- Leve a origem para o CRM. O lead precisa entrar no CRM já com a origem gravada. Se alguém tiver de copiar à mão, uma hora vai falhar.
- Feche a venda no CRM, não na planilha. A venda registrada no mesmo cadastro do lead herda a origem. É isso que liga o anúncio à receita.
- Compare investimento e receita por campanha. Com a origem em cada venda, você soma a receita de cada campanha e coloca ao lado do que foi gasto nela.
Exemplo prático
Exemplo hipotético: uma clínica de estética investe R$ 6.000 no mês, metade na Meta e metade no Google. O painel da Meta mostra 120 conversas iniciadas. O do Google, 45 formulários. No fim do mês, a recepção registrou 22 novos clientes.
Sem rastreio, a dona da clínica olha os 120 contatos da Meta e conclui que a Meta está melhor. Com a origem gravada em cada venda, o retrato muda:
| Canal | Investimento | Leads | Clientes | Receita |
|---|---|---|---|---|
| Meta | R$ 3.000 | 120 | 8 | R$ 9.600 |
| R$ 3.000 | 45 | 14 | R$ 19.600 |
Mesmo valor investido, receita diferente. Nesse cenário, o Google trouxe menos contatos e mais clientes. A decisão de onde colocar a verba do mês seguinte muda por completo, e ela só é possível com a origem gravada na venda, não no clique.
Repare também no que o painel de cada plataforma diria sozinho: a Meta mostraria custo por conversa baixo, o Google mostraria custo por formulário mais alto. Os dois números estão certos. Só não respondem a pergunta que importa para o caixa.
Erros comuns
- Link sem UTM em parte dos anúncios. Esses leads aparecem como "direto" e somem do relatório de campanha.
- Formulário que não guarda a origem. O site sabe de onde a pessoa veio, mas o cadastro não leva essa informação junto.
- Venda fechada fora do CRM. Planilha à parte, caderno, sistema financeiro sem ligação com o lead.
- "Como nos conheceu?" como fonte principal. A pergunta ajuda como apoio, mas a resposta depende da memória do cliente e de como o atendente anota.
- Regra de prioridade que muda a cada reunião, o que torna os meses incomparáveis.
Lista de checagem
- Todos os anúncios ativos têm link com UTM.
- O site registra UTM, gclid, fbclid e página de entrada.
- O formulário envia esses dados junto com o contato.
- Cada lead entra no CRM com a origem já preenchida.
- Toda venda é fechada no CRM, ligada ao lead.
- Existe uma regra única de prioridade entre os sinais.
- O relatório mensal mostra receita por campanha, não só cliques.
Como fazer no e-roi
O e-roi registra a visita no site, guarda UTM, gclid, fbclid e página de entrada, e grava a origem em cada lead e cada venda nesta ordem: código promocional, jornada com UTM da campanha, clique e resposta no WhatsApp em até 7 dias. As contas da Meta e do Google entram só para leitura, para colocar o investimento ao lado da receita. Veja em Tracking.